Dicas de Farmacêutico: Antipsicóticos: farmacologia em resumo

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Os antipsicóticos possuem ação psicotrópica, com efeitos sedativos e psicomotores, também chamados de neurolépticos, por causarem retardo psicomotor, tranquilização emocional e indiferença afetiva.

Possuem 2 classificações:

Antipsicóticos típicos: apresentam um efeito ímpar nos chamados sintomas positivos da esquizofrenia, como, por exemplo, Alucinações e Ilusões. Farmacologicamente, são antagonistas do receptor D2 da Dopamina. Causam efeitos extrapiramidais como tremores.

Antipsicóticos atípicos: possuem um alto efeito nos receptores serotoninérgicos 5-HT-2A. Por conta disso, apresentam uma melhor atuação nos chamados sintomas negativos da esquizofrenia (isolamento social, apatia, indiferença emocional e pobreza de pensamento). Além disso, proporcionam menos efeitos extrapiramidais como, por exemplo, acatisia e parkinsonismo.

Os antipsicóticos também podem ser divididos pela sua potência, que é avaliada pelo CPZ. Assim: 1 mg de outro antipsicotico corresponde a X mg de Clorpromazina. Por exemplo, a Clorpromazina possui um CPZe=1, o Haloperidol com CPZe=50 e a Perfenazina com CPZe=10, isso significa que 1 mg de Haloperidol tem a mesma potência de 50 mg de clorpromazina, enquanto 1 mg de Perfenazina tem a mesma potência de 10 mg de clorpromazina.

Classificação de potência:

  • Baixa potência (CPZe<1,0): Prometazina, Levomepromazina, Tioridazina e Promazina;
  • Média potência (CPZe=1,0-10,0): Clorpromazina, Perazina, Zuclopentixol, Quetiapina e Ziprasidona;
  • Alta potência (CPZe>10,0): Perfenazina, Flufenazina, Haloperidol, Aripiprazol, Olanzapina, Risperidona e Benperidol. Mecanismo de Ação O mecanismo de ação dos Antipsicóticos é baseado sobre sua atuação em sintomas psicóticos positivos e negativos veja: Sintomas psicóticos positivos: caracterizam-se por serem manifestações que normalmente não estão presentes no psiquismo dos indivíduos. Exemplos: delírios, alucinações, desorganização do pensamento. Sintomas psicóticos negativos: caracterizam-se por ser uma subtração de características normalmente presentes no psiquismo. Exemplos: embotamento afetivo, isolamento social, pobreza de discurso, déficit cognitivo. Ação de Antipsicóticos típicos: Bloqueiam os receptores dopaminérgicos D2 (acarreta melhora dos sintomas psicóticos positivos; têm maior efeito no controle dos sintomas positivos e maior frequência de efeitos extrapiramidais (distonia aguda, acatasia, parkinsonismo, discinesia tardia, síndrome neuroléptica maligna). Apresentam como efeito colateral hiperprolactinemia (com consequentes disfunções sexuais, galactorréia, ginecomastia, alterações menstruais). Ação de Antipsicóticos atípicos: Bloqueiam os receptores dopaminérgicos D2 (controle dos sintomas positivos) e os receptores serotoninérgicos 5HT2A (controle dos sintomas negativos), apresentando uma eficácia mais ampla em relação aos típicos. Seus efeitos colaterais são: ganho de peso, síndrome metabólica. Os antipsicóticos são indicados na esquizofrenia (episódios agudos, tratamento de manutenção, prevenção de recaídas), nos transtornos delirantes, em episódios agudos de mania com sintomas psicóticos ou agitação, no transtorno bipolar do humor, na depressão psicótica em associação com antidepressivos, em episódios psicóticos

breves, em psicoses induzidas por drogas, psicoses cerebrais orgânicas, controle da agitação e da agressividade em pacientes com retardo mental, autismo ou demência, transtorno de Tourette.

Alguns, em baixa dosagem, podem ser usados como indutores do sono.

crédito da imagem: rodapé da tabela

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