Dr. Vinícius Lôbo

Farmacêutico com Graduação em Farmácia e Bioquímica pela Universidade Paulista de Brasilia (Unip-DF), Especialista em Farmacologia Clínica e Prescrição e Mestre em Virologia Molecular pela Universidade de Brasilia (UnB) e Mestrado em Ciências Farmacêuticas pela Universidade de Lisboa (UL) Portugal.
Apaixonado pela profissão, desenvolvo palestras, cursos e artigos.

Farmacêutico responde: Lesões e tempo de transmissão da varíola do macaco

Farmacêutico responde: Lesões e tempo de transmissão da varíola do macaco

2 minutos 1 – QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA VARÍOLA DO MACACO? QUAIS VÊEM PRIMEIRO? Os principais sintomas se iniciam com temperatura corporal acima de 37,5° Celsius. A pessoa também pode ter dor no corpo, na cabeça e na garganta, e edema nos gânglios linfáticos, com surgimento de ínguas. O período febril tem duração de cerca de 5 dias. Conforme a febre reduz, as lesões na pele começam a aparecer. Inicialmente, é uma lesão avermelhada, que se eleva e vira uma bolha com presença Continue lendo

Tecovirimat- tratamento para Varíola de macaco

Tecovirimat- tratamento para Varíola de macaco

8 minutos Tecovirimat ou Tecovirimat SIGA vendido sob a marca Tpoxx® principalmente. É um medicamento antiviral com atividade contra vírus da família Poxviridae. O medicamento Tecovirimat é indicado para o tratamento das seguintes infeções virais em adultos e crianças com um peso corporal de pelo menos 13 kg: ·       Varíola ·       Varíola dos macacos ·       Varíola bovina Também é indicado para tratar complicações causadas pela replicação do vírus vaccinia, após a vacinação contra a varíola em adultos e crianças com um peso corporal de pelo menos 13 Continue lendo

Você sabia? Vírus sabiá- Febre hemorrágica brasileira

Você sabia? Vírus sabiá- Febre hemorrágica brasileira

5 minutos O vírus sabiá foi identificado, pela primeira vez, no estado de São Paulo, no início da década de 1990, após a morte de uma mulher de 25 anos que havia manifestado alguns sintomas semelhantes aos da febre amarela (febre alta e hemorragias, especialmente), depois de uma viagem para a cidade de Cotia, no interior paulista, onde provavelmente se deu o contágio. Além desse primeiro episódio, a literatura médica registra apenas outros três de infecção pelo vírus sabiá, seguidos por um longo período Continue lendo

VARÍOLA DE MACACO

VARÍOLA DE MACACO

3 minutos HÁ VACINA CONTRA VARÍOLA DE MACACO? A varíola dos macacos é transmitida pelo vírus monkeypox, que pertence ao gênero orthopoxvirus. É considerada uma zoonose viral (o vírus é transmitido aos seres humanos a partir de animais) com sintomas muito semelhantes aos observados em pacientes com varíola, embora seja clinicamente menos grave. O período de incubação da varíola dos macacos é geralmente de seis a 13 dias, mas pode variar de cinco a 21 dias, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O Continue lendo

Dicas de Farmacêutico:  COVID-19 x Medicamentos: perguntas e respostas

Dicas de Farmacêutico: COVID-19 x Medicamentos: perguntas e respostas

3 minutos 1- HÁ MEDICAMENTOS QUE ESTÃO ASSOCIADOS AO AGRAVAMENTO DA COVID-19 DO PACIENTE INFECTADO? NÃO, até o momento, não há relato de medicações claramente associadas a evoluções de maior gravidade nos casos de COVID-19. O que sabemos, no entanto, e que o uso indiscriminado de alguns medicamentos, como Antibióticos, Hidroxicloroquina, Ivermectina e outros, não são eficazes podem trazer consequências como resistência bacteriana, hepatite medicamentosa, inflamação hepática e insuficiência renal. E importante salientar também que Antibióticos não tratam infecções causadas por vírus. 2- EXISTE Continue lendo

Morfina: farmacologia e precauções

Morfina: farmacologia e precauções

7 minutos Derivado opioide isolado pela primeira vez em 1804, esta substância começou a ser distribuída pelo seu criador Friedrich Sertüner, já em 1817, porém apenas em 1827 passou a ser comercializada como medicamento pela empresa Química Merck.  A morfina é um fármaco narcótico. Narcóticos são substância esta que fazem adormecer e reduzem ou eliminam a sensibilidade. Em termos médicos são designados como derivados opioides. A morfina é usada para o alívio da dor intensa aguda e crônica e sua administração pode ser por Continue lendo

O uso de medicamentos em portadores de síndrome de Down

O uso de medicamentos em portadores de síndrome de Down

8 minutos Entre as alterações causadas pelo excesso de material genético do cromossomo 21, estão as hipersensibilidades medicamentosas determinadas por um conjunto variável de deficiências enzimáticas. A farmacoterapia para pessoas com síndrome de Down deve seguir os princípios do uso racional de medicamentos, que segundo a OMS é a situação na qual os pacientes recebem os medicamentos apropriados às suas necessidades clínicas na dose correta por um período de tempo adequado e um custo acessível. Evidentemente, procura-se evitar o uso de fármacos com índice Continue lendo

Pílula do dia seguinte- quando usar ?

Pílula do dia seguinte- quando usar ?

4 minutos A pílula do dia seguinte é um contraceptivo de emergência, portanto deve ser utilizada somente em último caso. Nos Estados Unidos a chamam de plano B.  Ela deve ser usada quando, por exemplo, a camisinha estoura no momento da ejaculação. Ou então quando a mulher se esquece de tomar a pílula anticoncepcional. Em casos de estupro ela também é amplamente utilizada. Portanto, não se deve fazer de seu uso um hábito nem tomar mais que uma dose por mês.  É importante ressaltar a importância desse Continue lendo

DOENÇAS VIRAIS: HEPATITE F – CASO ESPECIAL

DOENÇAS VIRAIS: HEPATITE F – CASO ESPECIAL

3 minutos A Hepatite F é o nome que havia sido dado a uma forma de hepatite viral que parecia ser inexplicável pelos vírus que causam hepatite A, B, C, D, E e G.  Tem sido debatido se esta forma de hepatite é causada por um vírus ou separada por uma variante de um dos outros vírus de hepatite. Por exemplo, alguns profissionais acreditam que pode ser uma variante do vírus da hepatite B. Por outro lado, há cientistas que acreditam que essa forma de hepatite Continue lendo

DOENÇAS VIRAIS: HEPATITE E

DOENÇAS VIRAIS: HEPATITE E

6 minutos A hepatite E resulta da infecção pelo vírus da hepatite E (VHE), é transmitida de pessoa a pessoa, através da água e de alimentos contaminados com matéria fecal, e já foi responsável por grandes epidemias no centro e sudeste da Ásia, no norte e oeste de África e na América Central.  No mundo industrializado, o vírus quase não existe, onde a doença escasseia e apenas se manifesta em indivíduos que tenham estado em regiões tropicais endêmicas. Doença viral aguda e autolimitada. Apresenta Continue lendo