Saiba mais como funciona a residência farmacêutica

Saiba mais como funciona a residência farmacêutica

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Hugo Lima Dower tem 27 anos, mora na cidade de Presidente Prudente – SP e é graduado no curso de Farmácia e Bioquímica pela Universidade do Oeste Paulista (2015), trabalhou por três anos na rede de farmácias do grupo RD e atualmente faz parte do programa de Residência Multiprofissional sendo uma modalidade de ensino de pós-graduação lato sensu, que abrange quatro diferentes especialidades da área da saúde, sendo elas: Enfermagem, Nutrição, Fisioterapia e Farmácia. A residência é credenciada pela Comissão Nacional de Residência Multiprofissional do Ministério da Educação (MEC). O programa da qual ele faz parte é na área da terapia intensiva, com carga horária de 60 horas semanais e duração de dois anos.

Hugo Dower está compartilhando conosco sua experiência em residência:

Sou residente farmacêutico do programa de Residência Multiprofissional em Terapia Intensiva do Hospital Regional de Presidente Prudente (HRPP), juntamente com a Universidade do Oeste Paulista – Unoeste.

A residência é uma estratégia formativa de educação continuada que sucede por meio da articulação entre ensino-serviço-comunidade e busca a complementação da formação de profissionais, por meio de aproximação à realidade do trabalho.

Temos uma carga horária de 60 horas semanais que são divididas em horas de serviços prestados nas unidades de terapia intensiva conforme a escala pré-estabelecida e horas teóricas de estudo com atividades individuais e multiprofissionais.

A residência possui remuneração e para se inscrever é necessário procurar a instituição que oferece esta modalidade de estudo.

Quanto ao perfil do residente ele precisa apresentar algumas habilidades, tais como: boa comunicação, capacidade de organização, bom relacionamento interpessoal e gostar de estudar.

Para os que desejam se preparar para as provas de residência em farmácia recomendo buscarem livros de referência na área que são disponibilizados em editoras específicas pois os mesmos são de grande ajuda e bastante didáticos.


A rotina no hospital segue a escala proposta pela residência na qual permanecemos por maior tempo nas unidades de terapia intensiva.

Há também um rodízio onde permite que possamos passar em outros setores para entender como é organizado o sistema de saúde e os processos, até este paciente chegar para nossa equipe na unidade de terapia intensiva.

Como residente farmacêutico intensivista tenho uma função bem definida, que é importante para equipe multiprofissional e para o paciente. Algumas das atividades realizadas são:

  • Proporcionar maior segurança na utilização da terapia medicamentosa avaliando as prescrições bem como as interações medicamentosas, reconciliação medicamentosa e avaliação clínica.
  • Participação das visitas multiprofissionais, educação continuada da equipe e melhoria dos processos.

O farmacêutico clínico vem ganhando espaço e reconhecimento no cuidado do paciente e a residência multiprofissional traz a oportunidade de adquirir uma experiência embasada na associação da teoria com a prática.

A minha perspectiva como profissional após residência é poder atuar na área hospitalar.

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