Atuação Farmacêutico Clínico – Covid-19

Atuação Farmacêutico Clínico – Covid-19

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Desde o dia 11 de março de 2020 vivemos em meio à uma pandemia declarada pela Organização Mundial de Saúde em relação doença ocasionada pelo novo Coronavírus (Covid-19).

Por ser uma doença infecciosa de alta consequência, devido a velocidade com que o novo coronavírus se espalha e gera pacientes graves, nós farmacêuticos (assim como todos os profissionais de saúde) temos um papel fundamental. Sendo assim, descrevo a rotina de um farmacêutico clínico que atua frente à pandemia do novo coronavírus em ambientes hospitalares.

O farmacêutico clínico dentre suas atividades deve iniciar seu processo de acompanhamento destes pacientes pela anamnese farmacêutica, onde, a partir de uma ferramenta elaborada (questionário) o farmacêutico clínico obtém informações importantes sobre a história atual e pregressa do paciente. O estabelecimento dessa primeira conexão é de extrema importância para que seja construída uma relação de confiança com o paciente.

Tanto a anamnese farmacêutica, quanto as demais rotinas que serão descritas poderão ser realizadas pessoalmente pelo profissional farmacêutico, quando este estiver devidamente paramentado, ou por contato telefônico.

Após a realização da anamnese farmacêutica, a conciliação medicamentosa deverá ser realizada. O ideal é que este processo seja multidisciplinar, onde farmacêuticos, enfermeiros e médicos estejam alinhados quanto à esta rotina.

A análise farmacêutica da prescrição médica deve ser realizada de forma criteriosa e, se necessário, intervir junto ao profissional farmacêutico afim de realizar os devidos ajustes na prescrição. É importante ressaltar que todos estes processos devem ser formalizados e inseridos em prontuário físico e, caso seja possível, eletrônico.

Durante o período de internação dos pacientes admitidos com Covid-19, os exames laboratoriais devem ser observados, bem como as evoluções da equipe multidisciplinar. Dessa forma, devemos também evoluir estes pacientes e iniciar o plano de alta hospitalar.

Reforço que, o plano de alta hospitalar deve ser iniciado com antecedência e aplicado em tempo hábil com o intuito de educar pacientes e, se possível, familiares para que o tratamento prescrito para continuidade em domicílio seja seguro e eficaz.

Lembrando que, todas as orientações dadas devem ser baseadas em evidências científicas e em consenso com a equipe multidisciplinar.

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